Pinturas de caça nas cavernas: arte ou educação para a prática?

Aprender sempre fez parte da história da humanidade. Aprender significava, para o homem primitivo, sobreviver. Viver ou morrer dependia basicamente da capacidade de se adaptar, melhorando a cada dia nossos resultados na caça, no plantio, no manejo das armas e no trato com os animais. Não haviam escolas, aprendíamos por imersão e vida, trabalho e aprendizado eram uma coisa só.

Convivendo em grupo podíamos observar, conversar e experimentar nossas habilidades como caçadores, lavradores, pastores ou cavaleiros. Aprendíamos praticando e toda experiência, fosse um erro ou um acerto, era bem vinda! Desse modo sempre existiram grupos de prática e foi justamente nestes grupos que nasceram as primeiras profissões.

Milhares de anos se passaram e ainda hoje, mesmo com todos os cursos, treinamentos e capacitações que acontecem nas empresas, é justamente o conhecimento prático que determina no dia-a-dia do negócio o desempenho das equipes e o resultado geral do empreendimento.

O conhecimento prático de cada colaborador inclui sua experiência individual e envolve fatores intangíveis como, por exemplo, crenças pessoais, perspectivas, sistema de valor, insights, intuições, emoções, talentos, competências e habilidades.

Este conhecimento é considerado como uma fonte importante de competitividade entre as organizações mas, ao invés de valorizar métodos de aprendizado baseados na convivência, troca e experimentação, muitos líderes ainda insistem em resistir à COLABORAÇÃO, promovendo uma cultura de COMPETIÇÃO POR RESULTADOS INDIVIDUAIS.

O castigo para este tipo de liderança vem rapidamente. O capital intelectual da empresa não cresce e ela vai ficando para trás na era do conhecimento.

Ao contrário das comunidades de antigamente, onde existia COLABORAÇÃO PARA UM RESULTADO CONJUNTO, na maioria das empresas de hoje a COMPETIÇÃO PELOS RESULTADOS INDIVIDUAIS atrapalha e até mesmo impede a troca de experiências e o crescimento do conhecimento.

Ou seja, estamos ainda diante do mesmo desafio de nossos primitivos antepassados, continuamos precisando aprender para sobreviver. Mas agora, ao invés de lutarmos contra nossas próprias limitações individuais, muitas vezes terminamos competindo uns com os outros, ameaçando assim nossa própria sobrevivência e de todo nosso grupo.

Será que ainda sabemos aprender? Se recuperarmos essa capacidade em nosso cotidiano talvez ainda seja possível superar nossas limitações e entrar na era do conhecimento não como solitários vencedores ocasionais, mas sim como uma grande e próspera comunidade de aprendizes.

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