Creio que através do afeto realizamos a conexão entre nosso corpo e alma. Temos uma alma que busca liberdade, tempo infinito e expressão plena. E um corpo que experimenta todas as limitações e necessidades.
Uma chave para esse conflito ancestral está na nossa capacidade de irradiar através do trabalho todos os aspectos imateriais de nossa alma. Nesse sentido o trabalho se torna realmente sagrado, como uma ponte entre o indivíduo e o universo exterior que o cerca, ou seja, o “outro”. Talvez essa seja a ponte que usamos em nossa Travessia, certo?

O conceito de que a percepção do “outro” nos convoca, motiva e faz crescer, está no centro dos conceitos da metanóia, pelo que entendi. E essa percepção só pode ser ativada pela única instância que intermedia nosso corpo e nossa alma, ou seja, o afeto!

Usando o afeto para nos conectarmos com nosso mundo externo, povoado por clientes e colaboradores, passamos a perceber uma convocação que nos servirá de trilha, de caminho em direção às reais e profundas necessidades do “outro”. Daí é possível construirmos uma produto ou serviço que seja a expressão de nossa vocação interior alinhada com a convocação de nosso mundo exterior.

Quanto mais refinada e consciente for nossa percepção do outro, quanto mais entendermos o que os clientes precisam e os colaboradores desejam, maior será nossa capacidade de construção de um cenário de prosperidade mútua.

Por isso a escolha acertada do foco, do “quem” desejamos atender, é fundamental. Se temos mais facilidade de perceber um determinado tipo de pessoa e suas necessidades, então será mais fácil concentrar-se nesse cliente para ouvirmos a convocação exterior.

Do mesmo modo, para expressarmos nossa vocação interior dando vazão à grandiosidade de nossa alma, precisamos encontrar meios afetuosos, ferramentas sensíveis que nos permitam alcançar, tocar e despertar o mundo interior de nossos clientes e colaboradores. E daí entra o afeto mais uma vez, como a melhor de todas as ferramentas!

Ora, o afeto é imaterial! Podemos transmití-lo sem estarmos presentes! Em cada xícara de café da Starbuck’s podemos senti-lo, E por ser imaterial também é atemporal, pode perpetuar-se por séculos, gravado nas pautas de uma sinfonia, por exemplo.

Cada vez mais os meio tecnológicos, em sua evolução, estão permitindo a expressão de todo tipo de afeto, imaterial e atemporal. Quando respondo a um post num blog, quando estabeleço uma interação virtual, posso estar vivenciando uma situação de afeto, sim! Essa qualidade existe em função dos repertório individual e íntimo de cada sujeito, e não pelo meio. Podemos estar juntos e desconectados, ou distantes e interligados, depende de nosso repertório afetivo, percebem?

Pos isso as redes socias são uma ambiente de negócios. Negócios entre almas que, afetuosamente, podem se conectar na percepção mútua de seus desejos e necessidades.

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  1. Rodrigo

    Sim, redes sociais hoje já é quase um modo de vida, ontem vi o desespero de muitos quando a rede social mais importante do Brasil ficou fora do ar por agumas horas……..

    Responder

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