E então algo se passa que não entendemos! Onde tudo era amor e confiança, cuidado e atenção, de repente começamos a receber algumas referências incompreensíveis! Nossa realidade amorosa começa a ser confrontada por uma série de experiência recorrentes. Recebemos interações que não fazem sentido, não se classificam em nosso modo de ver o mundo. Coisas que parecem não ter registro em nosso ver e viver.
Então começamos a coordenar uma certa coerência entre estes atos de desamor. Estabelecemos um histórico de recorrências destas experiências de não-amor e então temos um critério que distingue isto e aquilo. Já temos um operar de distinção que, antes mesmo que possamos ver, sentir, ouvir ou experimentar o mundo ao nosso redor, passa a determinar o que para nós É ou NÃO É.
Este mecanismo operativo integra-se à nossa estrutura biológica e passa a determinar nossa experiência cotidiana em diversas interações. Preocupante? Nem tanto. É melhor se acostumar. Nos próximos primeiros anos de vida outras experiências irão disparar em nós novas séries de critérios de validação. Cresceremos como adultos que pensando estar vivendo em uma realidade única e compartilhada. Viveremos em um mundo absolutamente nosso mas pensando estar em uma realidade onde todos existem do mesmo modo.
E tudo irá desse modo até a dor ou a curiosidade nos desperte para que façamos, ao menos, uma pergunta! “- Porque faço o que faço?” Ou ainda: “- Quero querer o que quero?
Não importará a resposta, apenas a formulação da pergunta nos traz à mão o observador que existe em nós. E, conforme aprendi pela primeira lei sistêmica com Humberto Maturana, tudo que é dito é dito de um observador a outro, que pode ser ele ou ela mesmo.

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