Me Fish!
Upload feito originalmente por Hamed Saber

Tenho estado um pouco acabrunhado nos últimos dias! Estou fora de casa a quase um mês, entre cursos e atividades pelo Brasil, e minha família está distribuída em férias por toda a parte. Entrei numa escuridão individual nos últimos dias e comecei a me perguntar mais uma vez “Por que faço o que faço?” e “Quero querer fazer o que faço?”. Toda essa reflexão me levou a ficar bem mais calado e isolado das redes em que opero. Foi bacana sentir um bocado de gente se aproximando para saber se eu precisava de algo. Valeu pessoal!

Ocorre que parei para fumar um cigarro (de vez em quando gosto de tabaco) de palha no hall do edifício em São Paulo e vi uma grande área livre para convívio social. O espaço estava escuro e quase não se via nada mas pude perceber que ali caberiam umas cinquenta ou setenta pessoas arrumadas em mesas redondas para conversação. O prédio tem quase quinhentas pessoas e seria sensacional de pudéssemos nos encontrar para conversar desprentenciosamente sobre a vida, um dia destes.

Então tive uma espécie de insight. Todo o processo de concientização que tenho experimentado desde minha participação no Global Forum America Latina em junho, catalisou na percepção de que o tema mais relevante para qualquer conversação neste momento é, sem dúvida alguma, sustentabilidade.

Um de sentimento de entusiasmo e responsabilidade me invadiu. Percebi que teria plenas condições de organizar um encontro como este aqui mesmo no prédio e que teria inúmeros apoios para fazê-lo! Me lembrei das ações locais com temas globais e de sua importância nos processos de transformação em nossa sociedade. Me vi agindo na promoção de um evento como este e senti imediatamente uma ativação pessoal super-forte. Pronto, estava de novo conectado com meus propósitos e com minhas fontes de energia.

Imaginei as pessoas dos apartamentos convivendo e conversando sobre sustentabilidade nas mais diversas perspectivas. Enxerguei os comerciantes da região apoiando a iniciativa, o dono da padaria fornecendo pão, café e bolachas. Sonhei com as escolas e universidades do bairro enviando alunos e professores para engrossar o diálogo. E até alguém da sub-prefeitura estaria presente no encontro. E mesmo que não viesse mais ninguém, apenas um punhado de moradores, já valeria a pena o esforço.

Sim, porque parece que estou começando a entender que a sustentabilidade é um tema que se realiza na intimidade do mundo de cada pessoa, para depois acontecer fora de nós, em nosso meio-ambiente e economia. Então a experiência legítima de conversação sobre sustentabilidade com pessoas de nosso entorno é o menor passo possível para seja lá o que for que possível fazer nesse momento em nosso planeta.

Bem, enquanto escrevo este post, quase com o dia amanhecendo, ouso propor a mim mesmo uma ação de mobilização em meu edifício para continuidade de nosso viver e de nosso bem estar como seres humanos vivos co-habitando o planeta terra.

Vamos ver como será amanhã…

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