Esta viagem aconteceu para mim de forma absolutamente inesperada. Fui convidado para facilitar um encontro de planejamento de uma empresa de consultoria organizacional na Cidade do México e dez dias depois estava embarcando na Aeromexico rumo ao meu destino.

A batalha para tirar um passaporte novo (o meu estava vencido) e obter o visto no consulado do México foi uma aventura à parte!

Não conhecia o país, nunca tive contato com mexicanos e não domino com fluência o espanhol. Pesquisei um pouco da cultura mexicana para tentar entender alguns aspectos importantes para meu trabalho.


Cheguei no México numa quinta-feira pela manhã, depois de dez horas de vôo, e fomos direto para o bairro de Polanco, onde nos hospedaram em uma bela residência.

Naquela mesma noite tivemos uma festa para nos receber com toda a equipe da empresa com quem estaríamos trabalhando.

O grupo era formado por consultores de negócios de alto nível, mexicanos, brasileiros, venezuelanos e espanhóis. Pessoas de sucesso com muita experiência mas pouco tempo para dedicar às suas próprias vidas, envolvidos com o trabalho até o pescoço!

A maioria atuando nos projetos de telecomunicações do México, setor em franca expansão por lá.

Gente absolutamente especializada, pronta para encarar problemas de toda ordem técnica, mas com grandes dificuldades nas complexas relações humanas presentes em uma sociedade como a mexicana.

No segundo dia passeamos até o final da tarde. Fizemos muitas compras (tudo nos pareceu muito barato por lá, a metade do preço do Brasil), almoçamos em um ótimo restaurante, passeamos no centro comercial de Polanco e voltamos para casa para uma última sessão de trabalho antes do encontro com o grupo na sexta-feira.

No dia seguinte nos reunimos com dezesseis pessoas, em um dos mais luxuosos espaços de trabalho da Cidade do México, o Piso 51, último andar do edifício mais alto da cidade. Experimentamos uma vista única da cidade, esplêndida! Isto numa cidade onde os terremotos não permitem que existema muitos edifício, ok?

O trabalho foi excelente. Tratamos do tema da confianças e seus desdobramentos no espaço relacional das empresas. O grupo foi cirúrgico em suas participações e comentários. O resultado foi entusiasmador. Saímos para jantar naquela noite em clima de celebração. Escolhemos um restaurante típico mexicano e mergulhamos nos tacos, tequilas e canções típicas.

Sábado e domingo correram com passeios, compras e conversas. Visitamos o parque principal da cidade, com suas barracas de comida e brinquedos e seus comediantes de ruas, sensacionais! Estivemos em um belíssimo shopping center com lojas das melhores marcas do mundo e preços de babar! Almoçamos em um restaurante japonês onde durante duas horas um cozinheiro mexicano nos deliciou com tudo da terra e do mar que possa ser assado sobre uma chapa quente de metal.

Visitamos o centro velho da cidade e aproveitamos para curtir a prévia das festas de independência mexicana que seriam dali a alguns dias. A cidade toda decorada com MEXICO e bandeiras em um estusiasmo popular que aqui no Brasil a gente só experimenta durante o carnaval.

Na segunda-feira pela manhã estávamos no alto da Torre Maior mais uma vez, desta feita com vinte e cinco pessoas dispostas a tratar do planejamento anual da empresa. Trabalhamos a construção do grupo, suas expectativas, desejos e visões de inovação. Facilitamos a construção de um plano de ações e fechamos o processo com uma reunião específica por núcleo de clientes. Foi o máximo. Todos se encontraram dentro do processo e muitas perspectivas se abriram para o grupo.

Terminado o encontro passamos em casa para um banho rápido e fomos direto para o aeroporto. O retorno foi cansativo mas sem incidentes. Na manhã de terça-feira estávamos de volta ao Brasil, ainda tentando entender um pouco do carrosel mexicano que entramos de uma hora para a outra!

De qualquer modo, fiz este post pensando nos amigos que conquistamos no México. Denise, Albino, Baião, Kátia, Ivete, Juanjo, Javier, Juan, Alegria, Pilar, Edgard, Fernando, Luiz, Gonçalo, Lorena, Michel, Palomino, entre outros. Me sinto um pouco reponsável por eles em seus processos de construção por diálogo e seus resultados enquanto equipe, e espero retornar ao México para concluir meu trabalho.

Enquanto isso, sigo estudando espanhol no preparo de um novo encontro.

Arriba, amigos!

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