Mami …..

Upload feito originalmente por Wild Dogger

[Este post foi escrito em resposta ao comentário deComentário de João Elias Chaves de Brito em 28 abril 2009 às 14:12 publicado na rede ning Vivo Educa aqui].

Caro João Elias, agradeço sua atenção e aprecio esta conversa te ouvindo a partir de onde você fala. E te ouço falando a partir de tudo que você viu e viveu até agora. Te vejo em um espaço de competição onde a partir da observação de nosso modo de viver, em nossa cultura, você distingue vencedores e perdedores.
Nesta distinção você traz à mão um mundo inteiro de disputa onde apenas o mais forte sobrevive. Em sua fala isto explica sua escolha em preparar sua filha para um espaço de confronto onde ela, com todas as habilidades e competências que puder adquirir, deverá encontrar seu espaço para viver, onde outros fracassam e morrem.

Vivemos mergulhados em uma visão darwinista, onde animais competem como algo que está em sua natureza. Assistimos ao canal de tv animal e confirmamos nossas crenças que tudo que vive compete. Entendemos isto como ciência e aceitamos que a evolução se deu a partir de um processo natural onde o MAIS ADAPTADO sobrevive.

Entretanto hoje já é sabido que Darwin descreveu o mundo a partir de seu tempo, de uma era industrial onde a competição surgia no ocidente como valor econômico e político. Hoje sabemos que cada ser vivo apenas vive o seu viver no momento presente em que vive, conservando seu viver na adaptação de seus sistema ao meio que o cerca. Todo ser vivo mantém sua congruência operacional como meio e conserva seu viver conservando o meio em que vive. Então ninguém sobrevive, apenas vive, ADAPTADO ao meio em vive no momento presente de seu viver. E quando morre, morre apenas, só isso.

Nós que observamos isto tudo, que vemos os pássaros comendo os insetos claros e ignorando os verdes que se confundem na folhagem, nós vemos isto tudo e dizemos: os insetos verdes são os mais adaptados, e os claros são os perdedores. Mas esta contagem, este placar científico/estatístico só existe em nosso olhar, em nossa explicação de observador que somos.

E entendemos as espécies como seres diferentes, porque crescemos em uma cultura onde a diferença é vista como critério de distinção. Para nós camelos e galinhas são seres distintos, que existem a partir de suas próprias espécies e que vivem para preservar suas espécies. Vemos isto porque vemos camelos amamentando camelos e galinhas chocando ovos, então deduzimos que estão preservando suas respectivas espécies.

Mas cada galinha que choca um ovo conserva seu próprio viver cuidando do ovo. Cuidar do ovo faz parte do viver da galinha que choca, não da espécie! A espécie não existe enquanto ser vivo, a galinha sim.

Mas nós vemos a espécie, porque nos vemos como distintos da natureza, e por isso destruímos a natureza para manter o nosso viver. Assim muitos de nós vemos o mundo, e vivemos no mundo que vemos.

Mas podemos também ver que o mundo é um espaço de co-operação, onde tudo existe em uma sistema que segue sem erro. Formigas e tamanduás vivem em um mesmo sistema, não há inimigos, ou predadores. A formiga foge para conservar seu viver, não para fugir de um predador. Então tudo funciona em uma ecologia que se sustenta as vidas dos seres que vivem, cada um deles, o seu próprio viver na adaptação instante a instante com o meio.

Quando olhamos esta ecologia como um todo não vemos a morte, só vemos a morte quando olhamos um ser vivo de cada vez!

Sei que é só uma outra maneira de ver as coisas mas, se eu posso escolher, porque iria viver em um mundo de competição, no esforço e na exigência de luta, se posso estar em um mundo de co-operação, que surge para mim quando olho para ele deste modo.

E é neste mundo que gostaria de ver minha filha viver, claro!

Na escola onde existe a exigência do aprender para competir, este mundo de co-operação não surge. Não só graças aos diretores, coordenadores e professores, mas também pelos pais, que desejam preparar seus filhos para um mundo onde a vida tem o preço da morte de alguém!

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  1. mara oribe

    vou ler com mais tempo e calma as informações, pois chamou atenção, tudo o que preso muito

    pensamento

    palavra

    ação

    podemos ser muito ou nada com estas palavras

    maraoribe

    Responder

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