Five pencils

Upload feito originalmente por Rune T

Estas são as contribuições de Luiz Algarra até este momento a um debate que está acontecendo na Escola de Redes onde um grupo de entusiastas, animados por Augusto de Franco e sua percepção de que já sabemos como estabelecer redes em empresas o organizações, discute os diversos aspectos deste tema.

Não deixe de aocmpanhar toda a conversação e inscreva-se na Escola de Redes se aprecia o assunto.

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É isso mesmo, Augusto. Nós da rede Papagallis estamos exatamente neste ponto. Temos conversado assiduamente com pessoas que tem algum porder de decisão dentro de organizações hierárquicas e que já desejam propor experiências em rede para suas comunidades. O que temos vivido nos últimos meses em que mantemos estas conversações com estas pessoas é uma dificultosa caminhada no sentido de implantar uma experiência temporária (pelo menos) nas organizações que exigem saber PARA QUÊ servirá tal experiência e quais serão seus RESULTADOS PRÁTICOS E IMEDIATOS.
Como não queremos criar falsas expectativas sobre os resultados percebidos desta rede, principalmente porque não podemos conhecer qualquer resultado de uma rede, sobretudo porque a PRÓPRIA REDE É O RESULTADO, então vamos a passo de minhoca penetrando no tecido blindado das corporações.
Por outro lado esta atividade tem sido extremamente satisfatória já que está nos trazendo um aprendizado enorme sobre os pontos de resistência que preservam nas organizações o status quo da hierarquia.
Além disso, conversar com nossos visinários interlocutores que lutam para fazer avançar suas comunidades, nos traz uma experiência muito recompensadora: vê-los refletir sobre seu próprio modo de viver nestas organizações e desenvolver um pensamento sistêmico sobre os limites de sua organização e sobre o significado de viver em rede!
Bem, não vamos desistir, seguimos tentando. Não porque estamos em algum tipo de batalha ou militância xiita, nada disso. Seguimos sem esforço apenas porque já não é possível voltar atrás, ignorando que o modelo de rede será o próximo passo da humanidade em sua tresloucada aventura de preservar a si mesma.
Ou alguém aí duvida que se a hierarquia persistir por muito tempo toda a vida humana na terra poderá desaparecer? Na competição amigos, está nossa extinção, apenas isso.

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A inovação, caro Grácio, é importante para as empresas apenas como um recurso que poderá alavancá-la a melhores posições de mercado. A empresa existe enquanto abstração cultural como uma entidade criada para preservar a geração de lucro, o aumento de receita. Tudo o mais se subordina à isto, inclusive a inovação. A questão é, as empresas conservam o lucro financeiro como eixo central de sua própria existência, para isso podem lançar mão de diversas estratégias, inclusive a inovação. Então inovam para conservar, transformam para manter, evoluem para continuar sendo apenas o que são. Isto surge como uma coerência histórica nas empresas.
O único limite que está se apresentando neste momento para as empresas é a sustentabilidade da vida humana na terra. A necessidade imperativa de repensar seu negócio de modo sistêmico, incluindo nosso entorno da biosfera, está levando as empresas a incluir a dimensão humana em suas projeções de lucro.
Isto nunca ocorreu antes e espero que dê tempo para que todas as empresas mudem suas operações de modo a não destruir a civilização humana o que, infelizmente para eles, também poria fim nos mercados. Hehehehe…

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Justamente Clara, nosso pensamento reducionista, moldado em nosso linguajear restrito por operações tipo ou/ou, branco/preto, certo/errado, nos impede de ver e expressar com fluidez a circularidade dos conceitos e processos que descrevem as relações entre o indivíduo e a sociedade. A mera distinção entre essas duas coisas já é uma armadilha lógica que nos prende em um território cartesiano de não-entendimento do que vem a ser o ser humano vivo. Dizendo de outro modo, nós não somos, nós estamos vivendo em um devir contínuo e dinâmico onde a distinção entre indivíduo e meio surgem nas operações de acomplamento entre eles. Podemos dizer que o pé molda o sapato que molda o pé e assim por diante, em um constante devir adaptativo dinâmico. Assim ocorre entre cada indivíduo humano que só pode ser chamado assim por se constituir em um acoplamento estrutural com seu nicho humano, numa expressão biológico-cultural.

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Discordo Clara, penso que nossa civilização vive um fluxo cultural de submetimento onde o ser humano não surge como válido a partir de si mesmo. Houvesse um fluir harmonico e nosso planeta não estaria neste grau de degradação ambiental e social que se encontra. Concordo que a rede-mãe está presente e que muito do que vivemos ocorre a partir dela mas neste momento a linhagem de seres humanos que orienta boa parte dos fluxos de conversação aqui na Terra, trabalham de modo centralizado e autoritário. Isto também podemos chamar de rede?

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Esta é uma boa reflexão, Grácio! Qual moeda devemos jogar pro menino da porteira nos deixar passar com nossa boiada? Assumir a linguagem de uma empresa para implantar um projeto pode parecer apenas um mal necessário, mas apresenta um risco muito claro: criar falsas expectativas de resultado, percebe? Como posso “vender” uma rede para uma empresa “usar” esta rede para um determinado objetivo, se a rede só funciona de modo autônomo? É uma questão, creio, para um outro post que seria: Como viabilizar recursos para uma rede em organizações, sem comprometer seu funcionamento autônomo?

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Amigos, as pessoas tem seu tempo e espaços alocados nas empresas. A hierarquia corporativa controla as prioridades de cada indivíduo a partir de uma lógica de preservação do conjunto. Cada cadeira, mesa, sala e andar tem uma finalidade e um respectivo responsável. O tmepo é visto como um recurso valioso já que as pessoas são renumeradas pelo número de horas que dedicam a estarem aplicados a alguma tarefa. Quem tem amigos trabalhando em corporações conhece como é o dia-a-dia destas pessoas.

Então pergunto: quando, onde e como as pessoas farão amizade dentro das instituições?

Os refeitórios são separados. A linha de produção é separada da administração. A gerência não encontra com a diretoria que nunca tem contato com o chão de fábrica. A turma de atendimento de loja não conhece pessoalmente o pessoal do suporte técnico que opera no call center. As regionais nunca se encontram. Os departamentos só se falam através de suas lideranças que se encontram apenas em reuniões deliberativas. E assim por diante.

Nos intervalos de tempo e espaço deste emaranhado de processos, procedimentos, regras, normas e padronizações, as pessoas conseguem se ver, se falar e se encantar umas com as outras? Claro que sim, mas de modo bastante restrito. Até os poucos espaço de aprendizagem nas empresas é limitado. A velha fórmula do adestramento e capacitação ainda impera, em salas de aulas repletas de gente entendiada pelos intermináveis powerpoints!

Também não acredito que alguém possa fazer redes, elas apenas ocorrem de modo humano e espontâneo. Mas se as pessoas vivem em espaços onde a espontaniedade não é vista como uma valor, pelo contrário, é percebida como dispersão, falta de foco e perda de tempo, como as redes poderão emergir?

Então digo que posso sim fazer redes. Do mesmo modo que um médico naturalista amigos meu cura. Ele simplesmente orienta que o paciente abandone uma série de práticas que o estão levando ao stress emocional e à sobrecarga alimentar. Quando o paciente segue seus conselhos, em pouco tempo o corpo recupera um bem-estar típico de quem está realmente vivo!

Posso sim fazer redes. Concordo com o Augusto, já descobrimos a fórmula. Ela é como uma espécie de detergente que limpa, purifica e desintoxica. Não é algum tipo de elixir mágico, ou penicilina especial criada por algum pesquisador nums laboratório. Essa fórmula não tem autor. Ela é constitutiva da espécie humana. Somos seres cuidadores e quem não é cuidado morre!

Para fazer redes, menos é mais! Mas para conseguirmos que os lideres de negócio aceitem e invistam em MENOS, é preciso que as pessoas que nos contratam estejam minimamente conscientes do cenário em que vivemos hoje.

Quem tem algum poder de mando em alguma empresa ou instituição, e já percebe que a seu redor a sociedade vive um momento de transição que exige uma visão sistêmica-sistêmica que inclua antroposfera e biosfera, bem, estas pessoas estão desejosas de algo que talvez só as redes não-centralizadas possam trazer.

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