Quando digo a alguém que durante sete dias mais de 6000 pessoas se reúnem em um colossal acampamento de tecnologia com acesso de altíssima velocidade à Internet, invariavelmente as pessoas que nunca ouviram falar do Campus Party se espantam. A edição de 2010 foi a terceira do Brasil. Diversos mega-encontros como estes acontecem promovidos pela Telefônica em diversas localidades do mundo como Espanha e México, entre outros.
No ano passado a Papagallis já havia participado organizando conversações no Campus Verde, uma seção dedicada à sustentabilidade no Campus Party. Deste vez estivemos a convite do Instituto Vivo promovendo uma série de micro-encontros onde convidados das mais diversas áreas refletiram sobre a pergunta: Afinal, quando estamos conectados estamos em rede?

Confesso que tivemos uma dificuldade enorme na realização deste projeto. Convidar as pessoas não foi complicado. Preparamos uma lista com quarenta pessoas duas semanas antes do evento e saímos convidando por email, twitter e telefone. Praticamente todos toparam e quase todos vieram. Preparar o local de conversação também foi simples. A Vivo montou um lounge com mesas redondas dentro da área dos campuseiros com cadeiras confortáveis, comes e bebes.

Difícil mesmo foi conversar com tanto barulho! Estávamos logo na entrada da área de campuseiros, bem ao lado da seção de games onde um telão gigante com sistema de som potente rolava Guitar Hero e grandes batalhas. Do outro lado as seções abertas com platéias de quarenta pessoas assistindo palestras de manhã à noite, bastante amplificado. Além é claro de buzinas, gritos e de todo o burburinho do gigantesco balcão onde acontece o Campus Party. Nos encontros pela manhã ainda tínhamos alguma concentração, mas à tarde e no começo da noite chegava a ser infernal! Algumas vêzes saímos pelo campus procurando espaços mais tranquilos entre as bancadas ou perto do camping.

De qualquer modo os encontros aconteceram, as pessoas aproveitaram suas conversações e mais uma vez a perseverança humana superou os obstáculos que impediam a convivência. Mas fica aqui a lição para os organizadores que deveriam se perguntar até que ponto desejam um encongtro de convivência, onde as pessoas possam conversar, ou um evento de isolamento humano, onde todos precisam de fones de ouvido e computadores para poderem se comunicar.


Foto: headphones

Upload feito originalmente por Ken Reppart

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