Campus Party 2011

Confesso que, por um lado, foi frustrante, mas por outro foi sensacional! Fomoms convidados pelo Interney para participar do Campus Party 2011, na Área de Social Media, para um debate Redes sociais na Educação.

Eu mesmo, como mediador de uma conversa entre Fernando ‘Tucano’ Russel (Prof. da Univ. Católica de Santos, Jovem Nerd), Sam Shiraishi (Mãe Com Filhos, Homeschooling), Priscila Gonsales (EducaRede Brasil) e Reinaldo Pamponet (ItsNoon). Para nós o encontro começou alguns dias antes quando nos reunimos para um almoço de confraternização e alinhamento. Ali decidimos que seria muito bom começar o debate com uma oportunidade para que as pessoas pudessem conversar na platéia, trocando suas histórias pessoais sobre aprendizagem e redes sociais.

E foi exatamente assim que fizemos no Campus Party naquele 18 de Janeiro, às 17:30hs. Começamos pontualmente, o evento estava lotado, e convidamos o público presente para uma conversa de compartilhamento de histórias sobre alguma experiência vivida que envolvesse educação e redes sociais. A platéia aderiu imediatamente. Arrumaram suas cadeiras para ter proximidade com a pessoa ao lado e começou a conversação. Foi bonito de ser ver! Uma centena de pessoas mudando a configuração relacional do modelo “platéia” para o modelo “conversa”. Ali não havia um palestrante falando e todos ouvindo, todos falavam e as interações rolavam soltas. As possibilidades de insight, troca, coneções e novos acordos foram multiplicadas exponencialmente. Os palestrantes se misturaram com a platéia e nos transformamos num animado grupo de conversa temática.

Foi então que aconteceu a maior surpresa da noite, enquanto a Priscila Gonsales, primeira a falar, começava a apresentar do EducaRede, as luzes se apagaram! Vejam bem, é difícil descrever o que significa um blackout numa Campus Party, parecia uma praça de alimentação de um grande shopping center repentinamente à escuras. São milhares de pessoas desconectadas instantaneamente de seus focos de atenção, perdidas numa mare de gente gritando e reclamando. O único ponto de luz acesa iluminava o logotipo da Telefônica, no centro da grande arena, em um réquiem de pura ironia. Tudo isso debaixo de uma daquelas chuvas que castigam São Paulo no mês de janeiro, ok?

Campus Party 2011

Em nosso arena ficamos perdidos por alguns minutos mas, quando percebemos que não haviam geradores de contigência, e que ninguém sabia ao certo o que fazer, começamos a nos reunir espontaneamente em pequenos grupos de seis, dez, vinte pessoas, e seguimos conversando apesar da barulheira da chuva e da multidão que a esta altura peranbulava zumbizando pelos corredores escuros do que seria o maior evento de tecnologia da América Latina.

O tempo passou sem que a gente percebesse e, no melhor da conversa, quando as pequenas rodas estavam animadamente conversando, com todos ouvindo e sendo ouvidos, as luzes voltaram. Então alguém da organização nos disse que o tempo previsto para o debate já havia terminado e que outros palestrantes estavam esperando para começar. Agradecemos, trocamos cartões e nicks com os novos amigos de conversação e seguimos nosso passeio pela Campus Party.

Bem, eu consegui perceber um bocado de coisas com esta experiência. A primeira deles é que a Campus Party se institucionalizou, ou seja, seus organizadores já pensam que as pessoas é que participam do evento, e não que o evento é que precisa das pessoas para acontecer. Digo isto porque logo depois do ocorrido alguém subiu ao palco principal e falou em nome dos organizadores justificando o blackout pela chuva excessiva e pela Eletropaulo, ou algo assim. Se isentaram totalmente dizendo que fizeram de tudo, que são o máximo e que nada disso poderia ser evitado. Ou seja, uma dessas mentiras que as grandes empresas contam para seus consumidores para justificar uma ineficiência organizacional que advém do inchamento de seus processos, da falta de conexão entre seus funcionários e do desrespeito aos seus clientes que passam a ser apenas uma multidão de consumidores sem rosto. Desculpem a durexa das palavras mas faz parte do mercado ouvir um feedback daqueles que são convidados, como palestrantes ou campuseiros, de um evento como este. Não sou bom de matemática mas imagino que o show do Paul MacCartney tivesse uma contigência de grupos geradores que seria mais do que suficiente para sustentar, pelo menos por alguns minutos, toda a Campus Party durante um blackout como aquele. Não alugaram preventivamente algo assim porquê? E depois ainda enviaram um email para explicar o inexplicável.

Queixas à parte, posso dizer que a experiência de perceber o grupo se auto organizando para realizar o que vieram buscas foi sensacional! Sem iluminação, sem tecnologia, cercados de ruídos, no meio de uma multidão de geeks zumbis, conseguimos montar uma conversação, trocra experiências, comaprtilhar conceitos, ampliar nossos entendimentos, estabelecer novas conexões e fazer amigos.

Num tem jeito mesmo, gente! A vida humana se impõem em sua naturalidade em qualquer espaço onde seres humanos estejam convivendo a partir do respeito mútuo e interesse em seguir conservando seu viver.

De qualquer modo, agradeço ao Interney, a Thaís Castilho e à equipe da Pólvora Comunicação que nos convidou para este encontro. Apesar das dificuldades de infraestrutura da Campus Party, eles conseguiram criar um ambiente de profisssionalismo e acolhimento que foi fundamental para que tudo terminasse muito bem para nós. Valeu pessoal, e até a próxima, se a cúpula do Campus Party não me incluir em alguma lista negra de pessoas que ousaram os criticar publicamente com tanta espontaniedade.

Anúncios
  1. Pingback: Tweets that mention CPBR 2011: quando as luzes se apagaram « Luiz Algarra -- Topsy.com

  2. Edney Souza

    Obrigado pelo feedback Algarra, faço questão de re-promover esse debate ASAP, e apesar de na hora o pessoal vir com aquela conversa de “não podemos fazer nada” no dia seguinte alugaram + 4 geradores e conseguiram evitar um novo apagão na sexta-feira.

    É sempre bom lembrar q o mais importante do evento são as pessoas! :)

    Responder

    1. lalgarra

      Lembrando que pela primeira vez pudemos ter um sonorização adequada nas arenas. Ao contrário dos anos anteriores podíamos ouvir com clareza os palestrantes e as intervenções da platéia!

      Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: