RedeLab, arenas de diálogo

FOTOS DE ARTHUR DE LÉOS

Uma semana em Belo Horizonte, depois de quase um ano sem passar por lá. Uma oportunidade única para rever amigos e encadear redes na capital mineira, de novo. Tenho uma forte ligação com Minas Gerais desde minha adolescência quando passei diversas férias no circuito Ouro Preto-Mariana. Acho que descobri que podia ser um cara sensível, cultural, musical, poético por aquelas bandas. Minas tem espaços grandes para isso tudo e muito mais.

Então quando me convidaram para mediar as arenas de conversação do RedeLab, no ano passado, topei na hora. Foi um encontro dos projetos RedeLab que é uma rede de protagonistas midiáticos-culturais formada por artistas, educadores, ativistas, atores, pesquisadores, performers e antropo-cidadãos que aninharam em um projeto apoiado pela Vivo. Eles desenvolvem suas pesquisas, trabalhos e processos e compartilham seus movimentos com a sociedade em geral, gerando ondas e fluxos tem um bocado a ver com a visão da Vivo de uma sociedade em rede, onde todos podem mais.

RedeLab, arenas de diálogo

O mais interessante é que este encontro aconteceu da forma mais livre e democrática possível, no espaço 104, um ponto de exposições no centro de BH, com portas abertas para o passeio público. Além disso os organizadores fizeram um trabalho de mobilização que atraiu escolas, ongs, coletivos, institutos, centrais de favelas, universidades e toda a fauna cultural de BH para uma série de encontros e exposição com uma instalação para cada um dos 14 projetos.

Meu trabalho foi facilitar as arenas garantindo a pluralidade da livre expressão e a disrupção de idéias e conceitos nos diálogos entre convidados e público presente. Para isso apresentei todas os modelos de organização de contexto conversacional que conheço e mais algumas que criamos por lá mesmo. Círculos reflexivos, world café, aquário, open space, roda de histórias, espiral de perguntas e o que mais surgisse para tirar a turma de cinquenta pessoa da mesmice dialógica que assola nossa sociedade.

RedeLab, arenas de diálogo

O resultado foi sensacional, pelo menos foi o que senti e me disseram em diversos momentos durante o processo. Além do processo, o resultado final esperado foi uma alteração na percepção dos integrantes dos 14 projetos, dos representantes das instituições apoiadoras e do público presente aos encontros, acerca do RedeLab, seus objetivos e modo de operar. O melhor cenário de resultado para esta nova percepção entre as pessoas estaria ligado a sensações de pertencimento, autonomia e comtemporaniedade da RedeLab, e foi o que rolou.

Foram mais de uma dúzia de provocadores (veja aqui os nomes) que homenageio destacando a presença do José Pacheco, nosso anti-professor meta-educador que na Escola da Ponte provou que aprencder e viver são a mesma coisa, e que agora vive no Brasil tecendo uma rede de escolas livres. Os provocadores se integraram aos diálogos de diversas maneiras, construindo perguntas com o grupo, esplorando histórias pessoais, compartilhando conteúdos e fluindo em reflexões com a turma das arenas. Muito bom!

RedeLab, arenas de diálogo

Além disso ouvi muita boa música, que não falta em BH, inclusive o Thiago Delegado que às quartas leva com seu violão uma turma de feras em um local chamado A Casa, que recomendo fortemente. Também fiz novos e bons amigos e sigo participando da RedeLab que promete muita coisa bacana não só para Minas Gerais, mas o Brasil e além. Valeu pessoal.

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